sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Rui Veloso Não Há Estrelas No Céu




Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?
[Refrão]
A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!
Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.
[Refrão]
Hu-hu-hu-hu-hu, hu-hu-hu-hu-hu.
Vou por aí às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.
Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?
[Refrão]

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FIFA 12 vs PES 12

Benfica

Mundo segundo

Refrão 2x
Era uma vez um grupo de amigos
Alguns dos quais já nem se encontram vivos
Desconhecidos do mundo em geral
Em mim desempenharam um papel principal
Era uma vez um grupo de amigos
Dos quais alguns já nem se encontram vivos
Éramos miúdos sonhadores,
Insurrectos mas com valores
Alguns formaram-se doutores, advogados e professores
Uns quantos jogadores e alguns independentes
Agarrados a esta vida com unhas e dentes
Amanhã o sol infelizmente não nasce para toda a gente
Diz-me a morte sem face com a sua foice imponente
Tu eras só um adolescente quando nos deixaste
Perguntei-me vezes sem conta por que razão saltaste
Seria a depressão das drogas ou drama da família
O Rui maluco antes do suicídio tinha o vício de ler a bíblia
Grande Carlitos, o crânio, ninguém preenche o seu vazio
No dia que fez 18 apareceu morto a boiar no rio
O Vilela da viela levou os pais à ruína
Primeira droga que experimentou, aos 14, foi a heroína.
Refrão
Mano Ibrahim o teu sorriso ficará para sempre
A boa disposição contagiava toda a gente
Noites belas, aquelas, em que soprávamos velas
Às vezes fecho os olhos, consigo imaginar-me nelas
Vivo no mundo daqueles que partilham uma experiência
Da dor vivida no interior duma sala de urgência
Mas mesmo assim num desisti ou baixei os braços
Chorei e ri, frente a frente, a derrotas e fracassos
Esvaziei uns quantos maços para matar a ansiedade
Mas o fumo ainda era pior porque me matava de verdade
Manos que cumprem pena, visualizem-se nesta rima
Quando saírem: moral, cabeça pra cima
O mundo dá oportunidades, cá fora à vossa espera
Mas nem tudo são rosas, realidade sabe ser severa
Para todos os que estão perdidos, sem rumo ou direcção:
Pensam naquilo que foram, comparem com o são.
Refrão
Ontem éramos uns putos e jogávamos à bola,
Fumávamos às escondidas nas traseiras da escola
Viajávamos à borla, quantas fugas ao pica?
Corríamos a pé todas as ruas da cidade invicta
Uns cestos nas Camélias, o skate em Matosas,
Carrinhos de rolamentos, velocidades furiosas
Nada de drogas, só pura adrenalina
Por vezes um pouco de álcool, misturado com nicotina
O tempo foi passando e já não nos vemos tanto
Eu recordo (??) cada um pra seu canto
Tanto tempo após, pós estandarte da geração
Em memória de todos aqueles que já partiram
Nada se perde, manos, e tudo se transforma
E a batalha é infinita para quem não se conforma
Desejo-te uma vida longa, saúde e sucesso
Tu sê feliz, mano é tudo o que eu te peço.